sexta-feira, 15 de junho de 2012

Avaliação da qualidade química e microbiológica de queijo parmesão ralado comercializado no Rio de Janeiro


O queijo ralado é um alimento popularmente consumido no país e, na última década poucos trabalhos objetivaram estudar sua qualidade. Nesta pesquisa procurou-se avaliar a adequação do queijo parmesão ralado comercializado na Região Metropolitana do Rio de Janeiro em relação ao preconizado pela legislação atual. Foram coletadas trinta amostras de dez marcas do produto e analisadas suas características químicas e qualidade microbiológica através de metodologias oficias do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Os teores de umidade encontrados variaram de 14,6 a 23,5 g.100g-1, estando seis amostras (20%) acima do limite máximo de 20 g.100g-1. A Atividade de Água variou de 0,703 a 0,829 e o pH de 4,34 a 5,36, com média de 4,90. Os valores de acidez titulável apresentaram grandes variações entre amostras de mesma marca, indicando falta de uniformidade na produção. Já na pesquisa do conservante ácido sórbico, os teores encontrados variaram desde não detectável até 1.285 mg.Kg-1, sendo que, dez amostras (33,3%) estavam acima do limite máximo de 1.000 mg.Kg-1. Nas pesquisas microbiológicas, foram constatadas contaminações por fungos filamentosos e leveduras em cinco amostras (16,7%), uma destas com contagem de 3,0 x 105 UFC.g-1. Das amostras analisadas, apenas quatorze (46,7%) estavam em acordo com a legislação que regulamenta a qualidade do queijo ralado comercializado no país. Desta forma, faz-se necessário maior rigor nas fiscalizações pelas autoridades responsáveis.

Palavras-chave: umidade; Atividade de água; ácido sórbico; Escherichia coli; Salmonella; fungos.
Acesse o trabalho completo em: http://www.sumarios.org/sites/default/files/pdfs/cap_02.pdf

Favor citar este artigo como:
TROMBETE, F.M.; FRAGA, M.E.; SALDANHA, T. Avaliação da qualidade química e microbiológica de queijo parmesão ralado comercializado no Rio de Janeiro. Revista do Instituto de Laticínios Cândido Tostes, Juiz de Fora, v. 67, n.385, p.11-16, mar-abr, 2012.

CHEMICAL AND MICROBIOLOGICAL QUALITY EVALUATION OF GRATED PARMESAN CHEESE MARKETED IN RIO DE JANEIRO
The grated cheese is a food commonly consumed in the country and in the last decade few studies have studied its quality. In this study was evaluated the adequacy of grated parmesan cheese marketed in the Metropolitan Region of Rio de Janeiro in relation to the recommendations of current laws. Thirty samples were collected from ten product brands and analyzed their chemical and microbiological quality through methodologies official of the Agriculture, Livestock and Supply Ministry. The moisture found ranged from 14,6 to 23,5 g.100g-1, with six samples (20%) above the maximum limit of 20 g.100g-1. Water activity ranged from 0,703 to 0,829 and pH 4,34 to 5,36, averaging 4,90. The acidity values ​​showed large variations between samples of the same brand, indicating lack of uniformity in production. In the search of the preservative sorbic acid, the contents ranged from undetectable to 1.285 mg.Kg-1, and ten samples (33.3%) were above the maximum limit of 1.000 mg.Kg-1. In microbiological research, fungal contamination was found in five samples (16.7%), those with a count of 3,0 x 105 CFU g-1. Of the samples analyzed, only fourteen (46,7%) were in accordance with the laws regulating the quality of cheese market in the country. Thus, is necessary tightening up inspections by the authorities.
Index Terms (Key words): moisture, Water activity, sorbic acid, Escherichia coli, Salmonella, molds.

sábado, 26 de maio de 2012

Alimentação Rápida, Padronizada e Feliz: Um Alerta à Saúde das Nossas Crianças!

O Brasil é um país de extremos! Esta afirmação não é novidade mesmo quando se trata de temas relacionados à alimentação infantil.
Enquanto debatemos assuntos como desnutrição, aprendizagem e suas relações com a qualidade da merenda escolar, nossas crianças são bombardeadas pelos refrigerantes, frituras e doces (alimentos de alto valor calórico e baixo valor nutritivo).


            De fato, a alimentação é muito mais do que apenas nutrientes. É uma fonte de prazer que tem um significado próprio para cada pessoa ou grupo, caracterizando parte de uma identidade sócio-cultural.
Em nosso país, os hábitos alimentares dos povos indígenas, negros e europeus estão se rendendo cada vez mais rápido à cultura fast-food, caracterizada pela rapidez, higiene, divisão do trabalho e produção de alimentos padronizados e em série.
Quantas crianças têm abandonado a cultura alimentar brasileira e preferem um fast-food a uma dieta regada de frutas e vegetais?


            A grande crítica sobre esses alimentos constitui-se em seu alto valor calórico, associado ao aumento de doenças como obesidade, hipertensão e diabetes, principalmente na população infantil.
            Atitudes como a conciliação de alimentos com lançamentos de brinquedos (a chamada “venda casada”) em seus “lanches felizes” ou “lanches kids” (hipercalóricos, ricos em sal, gordura saturada e açúcar) seriam capazes de promover o abandono da cultura alimentar típica de regiões brasileiras em substituição a um modelo estadunidense baseado em fast-food?


Não tenho dúvidas de que o consumo desses lanches (refrigerante, batata-frita e hambúrguer, principalmente) é influenciada não propriamente pelas qualidades do produto, mas sim pela associação aos brinquedos que o acompanham, o que é algo no mínimo “estranho” ao processo alimentar.
Mas até que ponto comerciais que mostram a ida à lanchonete como uma experiência feliz, idealizando “comida, família e diversão” afeta a formação dessas crianças?
O fato é que a cultura fast-food implantou-se no país em velocidade vertiginosa, transformando-se em cultura alimentar tradicional.
Educar para comer bem e de forma saudável sem dúvidas constitui-se um desafio para nós cidadãos, pais e professores, já que a alimentação é uma das principais determinantes de uma vida saudável.
Conscientizar nossas crianças sobre o significado prático de uma alimentação saudável é de extrema importância para estes indivíduos ainda em processo de desenvolvimento da formação de conceitos tão importantes ao longo da vida.

Citar este trabalho como: TROMBETE, F. M. Alimentação rápida, padronizada e feliz: um alerta à saúde de nossas crianças! Folha Azul, Rio de Janeiro, p.04 - 04, 2011.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Análise bromatológica e sensorial de bebidas elaboradas com frutas do cerrado e soro de leite

TROMBETE, F.M.*; SABAA-SRUR, D.F.; ARAÚJO, R.A.B.M; CARDOSO, M.R.V. ; TERÁN-ORTIZ, G. P.

*Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Minas Gerais Campus Bambuí. Faz. Varginha – Rodovia Bambuí/Medeiros - km 05. Caixa Postal 05  - Bambuí - MG  - CEP: 38900-000. Tel.: (37) 34314900    e-mail: felipe_mact@yahoo.com.br

RESUMO
A pesquisa teve como objetivo desenvolver diferentes bebidas a base de frutas do cerrado e soro de leite, avaliando sua intenção de consumo por um público aleatório e suas características bromatológicas. Utilizaram-se polpas de caju, graviola e tamarindo e soro de leite, sendo então realizadas análises bromatológicas e sensorial pela escala de atitude. Os resultados indicaram que os produtos elaborados apresentaram boa aceitação e características bromatológicas dentro do previsto. Desta forma poderiam então serem oferecidos em programas de combate a fome, contribuindo com importante fonte de nutrientes a dieta e também pela maior popularização do consumo de frutas do cerrado.
Palavras-chave: cajú, graviola, tamarindo, escala de atitude

Para ter acesso completo a este trabalho entre em contato com o autor pelo email: felipe_mact@yahoo.com.br

Como referenciar este trabalho:
TROMBETE, F. M. ; SABAA-SRUR, D.F. ; ARAÚJO, R.A.B.M. ; CARDOSO, M. R. V. ; TERAN-ORTIZ . Análise Bromatológica e Sensorial de Bebidas elaboradas com Frutas do Cerrado e Soro de Leite. In: Anais do II Congresso Brasileiro de Processamento de Frutas e Hortaliças, Rio de Janeiro, 2011.

Viabilidade sensorial da utilização de açaí (Euterpe oleraceae) e soro de leite na alimentação infantil

TROMBETE, F.M.*; SABAA-SRUR, D.F; ARAÚJO, R.A.B.M; CARDOSO, M.R.V. ; TERÁN-ORTIZ, G. P.

*Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Minas Gerais Campus Bambuí. Faz. Varginha – Rodovia Bambuí/Medeiros - km 05. Caixa Postal 05  - Bambuí - MG  - CEP: 38900-000. Tel.: (37) 34314900   e-mail: felipe_mact@yahoo.com.br
RESUMO
A pesquisa teve como objetivo avaliar a viabilidade sensorial da produção de bebidas elaboradas com diferentes concentrações de soro de leite e polpa de açaí, através da aplicação da escala hedônica modificada em um público infantil. Desenvolveram-se duas formulações da bebida utilizando-se polpa integral de açaí tipo fino. A primeira teve proporções iguais de soro de leite:água e, a segunda continha somente soro. A bebida sofreu um tratamento térmico e foi submetida a avaliação sensorial pelo  método da escala hedônica facial com 5 pontos em uma creche do município de Bambuí, MG. Os resultados obtidos foram avaliados através da ANOVA com comparação das médias pelo Teste de Tukey ao nível de significância de 5%. A bebida formulada apenas com soro de leite, isenta de água como ingrediente, foi a que obteve a maior aceitação pelas crianças. Os produtos desenvolvidos apresentaram boa aceitação sensorial, sendo desta forma viável sua produção. Bebidas elaboradas substituindo totalmente a água pelo soro de leite apresentam melhor aceitação (p <0,05) do que àquelas onde a proporção soro:água foi igual.
Palavras-chave: escala hedônica modificada, análise sensorial, Euterpe oleracea

Para ter acesso ao trabalho completo entre em contato com o autor pelo seguinte email:
 felipe_mact@yahoo.com.br

Como referenciar este trabalho:
TROMBETE, F. M. ; SABAA-SRUR, D.F. ; ARAÚJO, R.A.B.M. ; CARDOSO, M. R. V. ; TERAN-ORTIZ . Viabilidade Sensorial da Utilização de Açaí (Euterpe oleracea) e Soro de Leite na Alimentação Infantil. In: Anais do II Congresso Brasileiro de Processamento de Frutas e Hortaliças, 2011.

Avaliação microbiológica e qualidade do queijo ralado comercializado no Rio de Janeiro

A pesquisa da qualidade microbiológica e química em queijo ralado é de grande relevância pois trata-se de um alimento popular e pronto para o consumo. O regulamento técnico de identidade e qualidade do produto exige para a variedade de baixa umidade (até 20% de umidade) a determinação de coliformes a 35ºC e a 45ºC, estafilococos coagulase positivo, fungos filamentosos, leveduras, e Salmonella sp. O objetivo deste trabalho foi avaliar a qualidade microbiológica, química e adequação à legislação em amostras de queijo parmesão ralado comercializado na região metropolitana do Rio de Janeiro. Foram coletadas entre janeiro e março de 2011 trinta amostras de dez marcas de queijo. O critério adotado para a coleta das amostras constituiu-se em retirar 4 unidades de cada um de 3 lotes expostos do produto (4 unidades x 3 lotes x 10 marcas). Das quatro unidades coletadas por lote, uma foi escolhida aleatoriamente para a análise indicativa da qualidade microbiológica e para as análises químicas utilizaram-se um pool das três restantes. Determinaram-se os teores de umidade, pH e atividade de água (Aa). Além dos microrganismos exigidos pela legislação realizou-se a partir do resultado positivo para coliformes a 45ºC a pesquisa de Escherichia coli com identificação bioquímica pelas provas típicas da série INVIC. O teor de umidade encontrado variou de 14,59 a 23,46% e 6 amostras (20%) não se adequaram ao limite máximo permitido pela legislação de queijo parmesão ralado (< 20% de umidade).  Aa variou de 0,703 a 0,829 e pH de 4,34 a 4,36. Nenhuma amostra (0%) apresentou contagem de estafilococos coagulase positiva e presença de Salmonella sp e Escherichia coli. Porém duas (6,66%) apresentaram contaminação por fungos e leveduras com contagem de até 2,5 x 105 UFC/g. Somente duas amostras (6,6%) apresentaram contagem de coliformes a 35ºC e a 45ºC, ambas dentro dos limites. Conclui-se que das 30 amostras analisadas, 8 (26,6 %) não se adequaram a legislação vigente e, apesar de não apresentarem riscos diretos à saúde dos consumidores, amostras contaminadas com fungos sugerem condições higiênicas insatisfatórias no processamento do queijo ralado e, aquelas com umidade acima do permitido poderiam favorecer o desenvolvimento de microrganismos deteriorantes, reduzindo a vida de prateleira do produto ou ainda de patogênicos, constituindo risco à saúde pública.

Como referenciar este trabalho:
TROMBETE, F.M.; SALDANHA, T.; FRAGA, M.E. Avaliação microbiológica e qualidade do queijo ralado comercializado no Rio de Janeiro. In.: Anais do 26º Congresso Brasileiro de Microbiologia - 26ºC CBM. Foz do Iguaçu, out. 2011.

Identificação de bioindicadores da qualidade higiênica e sanitária de queijo fatiado

Felipe Machado Trombete 1*, Marcelo Elias Fraga1, Dilcilene Fagundes Sabaa-Srur1, Tatiana Saldanha1
1Departamento de Tecnologia de Alimentos, Instituto de Tecnologia, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Seropédica, RJ, Brasil. * Autor para correspondência. Email: trombete@ufrrj.br

Escherichia coli é a bactéria mais abundante nas fezes humanas e de animais, sendo utilizada em diversas pesquisas como bioindicador de contaminação fecal recente em água ou alimentos. Já os fungos filamentosos e leveduras, quando presentes em altas contagens nos alimentos, indicam qualidade higiênica insatisfatória. Nesta pesquisa procurou-se avaliar a qualidade higiênico-sanitária de queijos prato e mussarela fatiados, através da contagem de E. coli pela técnica do Número Mais Provável – NMP e de fungos filamentosos e leveduras. Foram adquiridas 12 amostras (100%) de 200 g cada, de queijos fatiados comercializadas em mercearias no município do Rio de Janeiro, sendo 6  de queijo prato e 6 de queijo mussarela. Na pesquisa de coliformes foi utilizada metodologia oficial do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, e, a partir do resultado positivo para termotolerantes foi realizada contagem de E. coli pelo método tradicional para alimentos, com identificação bioquímica pelas provas típicas da série IMViC (Indol, Vermelho de Metila, Voges-Proskauer e Ágar Citrato de Simmons). Em todas as pesquisas microbiológicas utilizaram-se 25 g de amostra diluída em 225 mL de solução salina peptonada 0,1% com homogeneização em Stomacher® circulador 400. Os resultados da pesquisa de fungos variaram de <1,0x102 a 4,5x104 UFC/g nas amostras de queijo mussarela e, de 8,0 x 101 a 2,0x105 UFC/g em queijos prato. Apesar de não existirem limites para fungos estabelecidos pela legislação, nove amostras no total (75%), apresentaram contagens acima de 1000 UFC/g, o que pode ser considerado como qualidade higiênica insatisfatória. Em duas amostras de queijo prato (16,7%)  foram confirmadas a presença e E.coli típica, com contagens de 4,5 x 102 e 7,5 x 102 NMP/g, indicando qualidade sanitária inadequada. Os resultados obtidos neste trabalho demonstram que a qualidade higiênica e sanitária dos queijos prato e mussarela fatiados comercializados no Rio de Janeiro estão insatisfatórias, sendo necessário maior rigor pelos órgãos fiscalizadores, já que poderiam representar importantes riscos à saúde dos consumidores.

Como referenciar este trabalho:
TROMBETE, F. M. ; FRAGA, M. E. ; SABAA-SRUR, D.F. ; SALDANHA, T. Identificação de Bioindicadores da Qualidade Higiênica e Sanitária de Queijo Fatiado. In: Anais do II Encontro Regional de Ciência e Tecnologia de Alimentos - Alimentação e Saúde.UFRJ, Rio de Janeiro, 2011.

Quantificação de ácido sórbico em amostras de queijo parmesão ralado

QUANTIFICAÇÃO DE ÁCIDO SÓRBICO EM AMOSTRAS DE QUEIJO PARMESÃO RALADO

Felipe M. TROMBETE1; Marcelo E. FRAGA2 & Tatiana SALDANHA3
1. Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos, e-mail: trombete@ufrrj.br; 2. Departamento de Microbiologia e Imunologia Veterinária, Instituto de Veterinária, UFRRJ, e-mail: fraga@ufrrj.br; 3. Departamento de Tecnologia de Alimentos, Instituto de Tecnologia, UFRRJ, e-mail: tatysal@gmail.com

Palavras-chave: Fungos, conservante, sorbatos, 

RESUMO
 Para a inibição de fungos em queijo ralado, além dos aditivos já presentes na matéria prima, é admitido o uso dos conservantes natamicina e ácido sórbico. Os sorbatos de sódio e potássio são comumente utilizados, sendo permitido no produto concentrações de até 1000 mg.Kg-1. Nesta pesquisa o objetivo foi quantificar o teor de ácido sórbico presentes em amostras de queijo parmesão ralado comercializadas na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Foram coletadas entre janeiro e março de 2011 um total de 120 unidades de 10 diferentes marcas de queijo parmesão ralado comercializados nos municípios de Niterói, Rio de Janeiro e Seropédica. O critério adotado para a coleta das mesmas constitui-se em retirar 3 unidades de cada um de 3 lotes expostos do produto (3 unidades x 3 lotes x 10 marcas). Desta forma, utilizaram-se um pool das 3 unidades de cada lote, perfazendo-se no total 30 amostras de laboratório. Todas as marcas apresentaram selo de Inspeção Federal (SIF) e se enquadravam dentro do prazo de validade estabelecido pelos fabricantes. As análises foram realizadas em triplicatas e de acordo com metodologia oficial do Ministério da Agricultura. O ácido sórbico foi extraído por destilação em arraste de vapor e convertido à aldeído malônico, o qual formou com o ácido tiobarbitúrico um composto de coloração vermelha, sendo quantificado por absorvância a 532nm (BioSpectro SP-220)  utilizando cubetas de vidro de 2mm de caminho óptico. O Limite de Detecção (LD) do método foi estimado (em mg.Kg-1) graficamente a partir da inclinação e interseção da curva analítica e os resultados obtidos foram submetidos a estatística descritiva. Os teores do conservante ácido sórbico encontrados, variaram do não detectado a 1.285 mg.Kg-1. Teores de até 1000 mg.Kg-1 foram observados em 66,6% das amostras, e dez amostras (33,3%) apresentaram-se acima do limite máximo tolerado de 1.000 mg.Kg-1. Neste estudo, a concentração do conservante variou de não detectado a 0,19%. O valor máximo presente em uma porção (considerando 10g) correspondeu a 12,8mg. Quanto ao valor encontrado para o Limite de Detecção do método, este correspondeu a 94 mg.Kg-1. A metodologia oficial demonstrou ser de fácil execução e aplicabilidade, possuindo baixo custo e não necessitando da aquisição de materiais certificados. Das amostras analisadas, apenas vinte (66,3%) estavam em acordo com a legislação que regulamenta a qualidade do queijo ralado comercializado no país.

Agência Financiadora: Este trabalho foi financiado pela CAPES através de bolsa de pesquisa pelo programa REUNI.



Como referenciar este trabalho:
TROMBETE, F. M. ; FRAGA, M. E. ; SALDANHA, T. Quantificação de ácido sórbico em amostras de queijo Parmesão ralado. In: Anais do VI Fórum da Pós Graduação da UFRRJ. Seropédica, 2011.


sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Um estado de Alma

       Estas belas imagens (que não poderia deixar de compartilhar), fazem parte das belíssimas paisagens que compõem o Campus da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, em Seropédica. 
          Foram extraídas de alguns concursos de fotografia da Universidade e, também capturadas por amadores, como eu. Podem ser encontradas na página da UFRRJ no Facebook. Disponível em: <http://www.facebook.com/pages/UFRRJ/112701785432449>
        
          "Em cada um de nós há um segredo, uma paisagem interior com planícies invioláveis, vales de silêncio e paraísos secretos" - Antoine de Saint-Exupéry

















terça-feira, 2 de agosto de 2011

Pesquisa científica no Dr. Google? É possível?

          Foi pedido pelo seu professor que realizasse uma busca sobre determinado assunto em periódicos confiáveis e de base científica (Do tipo: Quero que pesquisem em artigos científicos!). Você espertinho, com preguiça de acessar os periódicos da CAPES, digitou o assunto no Google e bateu "ENTER". Será que os documentos emitidos na pesquisa são de confiança?
          De confiança, acredito que a maioria seja, porém os "artigos" de bons periódicos serão poucos. O que sai mais nos resultados são reportagens, notas, textos, e uma infinidade de outros documentos. O pior é que na maioria são muito antigos, e aí já não possuem tanta relevância para sua pesquisa.

          É claro que existem uma infinidade de bases nacionais e internacionais para fazer sua pesquisa (por exemplo o SciELO, ScienceDirect, e muitos outros, porém, o foco deste post é descrever de forma simples como fazer pesquisa científica no GOOGLE.

          Então uma dica simples  é usar o GOOGLE ACADÊMICO. Digo por experiência, sempre consigo ótimos artigos e bem recentes (inclusive do mesmo ano em que a busca), e de forma bem mais rápida que em outras bases.


          ENTÃO VAMOS LÁ, um exemplo prático e ilustrado de como "achar" boas publicações com do Dr. Google:
          Suponhamos que você queira fazer uma pesquisa sobre um surto de doença causada por Salmonella sp, ou qualquer outro assunto do interesse.

1º Passo: Entrar no Google e ir na aba "mais", selecionando a opção"Acadêmico":


2º Passo: Nunca digite direto o assunto que pretende buscar. Use as ferramentas de pesquisa avançada que, são nada mais do que filtros para selecionar o que realmente você busca:

 
3º Passo: Já nas opções de pesquisa avançada, digite o tema do assunto no campo "Encontrar artigos com todas as palavras", selecione a opção "onde minhas palavras ocorrem no título do artigo", na data selecione de preferencia os dois últimos anos para encontrar publicações recentes, e também marque a opção "resultados por página: 100", isso torna a pesquisa mais prática, sem precisar ficar pulando de página. Feito isto faça a pesquisa.

4º Passo: Antes de analisar os resultados, marque ainda a opção "com pelo menos um resumo", isto evita que você perca tempo abrindo trabalhos que na verdade são apenas citações, ou que estão bloqueados para consulta. Fazendo isto, clique em pesquisar e se atente somente naqueles artigos em que aparecer ao lado direito o formato do documento, isto indica que o artigo está disponível para download, caso contrário irá perder seu tempo, pois os artigos estarão bloqueados.

          E aí está, apenas com o Dr. Google você tem sua lista de publicações recentes, de variados periódicos confiáveis e disponível para dowlnoad. O melhor de tudo, de forma rápida e fácil.

DICAS: 
          Faça a pesquisa utilizando os termos em inglês, a variedade de publicações será bem maior, e, caso tenha dificuldade na tradução, ferramentas como o Google Tradutor estão aí disponíveis e podem ser de grande ajuda. Claro que a tradução não é perfeita, mas é possível compreender tranquilamente a leitura.
         Se estiver em casa, esta dica de pesquisa é bem útil, agora se for em uma universidade em que tenha acesso livre aos periódicos CAPES, aí é preferível pesquisar lá, terá mais opções ainda.

         Então caro leitor, mande suas críticas, opiniões e sugestões! Quando tiver mais ideias de post, coloco por aqui.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

INÍCIO - A arte de produzir Fome!

Desde já, aviso que não sou possuidor do vírus da sabedoria. Criando este blog me proponho simplesmente a transmitir de forma simples, determinadas informações que julgo serem úteis aos leitores interessados em pesquisa e educação.

 Não a retenção do conhecimento! 
Desta forma, como postagem inicial deixo um texto muito bonito de um grande Educador, e que talvez já leram antes: 
  
Maquineta de roubar Pitangas - Rubem Alves

Eu era menino. Ao lado da pequena casa onde morava, havia uma casa com um pomar enorme que eu devorava com os olhos, olhando sobre o muro. Pois aconteceu que uma árvore cujos galhos chegavam a dois metros do muro se cobriu de frutinhas que eu não conhecia.
Eram pequenas, redondas, vermelhas, brilhantes. A simples visão daquelas frutinhas vermelhas provocou o meu desejo. Eu queria comê-las.
E foi então que, provocada pelo meu desejo, minha máquina de pensar se pôs a funcionar. Anote isso: o pensamento é a ponte que o corpo constrói a fim de chegar ao objeto do seu desejo.
Se eu não tivesse visto e desejado as ditas frutinhas, minha máquina de pensar teria permanecido parada. Imagine se a vizinha, ao ver os meus olhos desejantes sobre o muro, com dó de mim, tivesse me dado um punhado das ditas frutinhas, as pitangas. 
Nesse caso, também minha máquina de pensar não teria funcionado. Meu desejo teria se realizado por meio de um atalho, sem que eu tivesse tido necessidade de pensar. Anote isso também: se o desejo for satisfeito, a máquina de pensar não pensa. Assim, realizando-se o desejo, o pensamento não acontece. A maneira mais fácil de abortar o pensamento é realizando o desejo. Esse é o pecado de muitos pais e professores que ensinam as respostas antes que tivesse havido perguntas.
Provocada pelo meu desejo, minha máquina de pensar me fez uma primeira sugestão, criminosa. "Pule o muro à noite e roube as pitangas." Furto, fruto, tão próximos... Sim, de fato era uma solução racional. O furto me levaria ao fruto desejado. Mas havia um senão: o medo. E se eu fosse pilhado no momento do meu furto? Assim, rejeitei o pensamento criminoso, pelo seu perigo.
Mas o desejo continuou e minha máquina de pensar tratou de encontrar outra solução: "Construa uma maquineta de roubar  pitangas". McLuhan nos ensinou que todos os meios técnicos são extensões do corpo. Bicicletas são extensões das pernas, óculos  são extensões dos olhos, facas são extensões das unhas.
Uma maquineta de roubar pitangas teria de ser uma extensão do braço. Um braço comprido, com cerca de dois metros. Peguei um  pedaço de bambu. Mas um braço comprido de bambu, sem uma mão, seria inútil: as pitangas cairiam.
Achei uma lata de massa de tomates vazia. Amarrei-a com um arame na ponta do bambu. E lhe fiz um dente, que funcionasse  como um dedo que segura a fruta. Feita a minha máquina, apanhei todas as pitangas que quis e satisfiz meu desejo. Anote isso  também: conhecimentos são extensões do corpo para a realização do desejo.
Imagine agora se eu, mudando-me para um apartamento no Rio de Janeiro, tivesse a idéia de ensinar ao menino meu vizinho a arte  de fabricar maquinetas de roubar pitangas. Ele me olharia com desinteresse e pensaria que eu estava louco. No prédio, não havia  pitangas para serem roubadas. A cabeça não pensa aquilo que o coração não pede. E anote isso também: conhecimentos que não  são nascidos do desejo são como uma maravilhosa cozinha na casa de um homem que sofre de anorexia. Homem sem fome: o  fogão nunca será aceso. O banquete nunca será servido.

“Toda experiência de aprendizagem se inicia com uma  experiência afetiva. É a fome que põe em funcionamento o aparelho pensador. Fome é afeto. O pensamento nasce do afeto, nasce da fome. Não confundir afeto com beijinhos e carinhos. Afeto, do  latim "affetare", quer dizer "ir atrás". É o movimento da alma na busca do objeto de sua fome. É o Eros platônico, a fome que faz a alma voar em busca do fruto sonhado”

Rubem Alves - Folha On-line de 31.10.2002. A ARTE DE PRODUZIR FOME. No mundo da “MatemáGica” – Oficina Pedagógica  – Prof. Ilydio P. de Sá. Disponível em: http://magiadamatematica.com/diversos/eventos/21-a-arte-de-produzir-fome.pdf